Ao encerrar mais um ano de atividades, a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) reafirma aquilo que sustenta sua existência desde 1931: o papel social da engenharia.
Em 2025, a SME deu um passo institucional importante ao consolidar a Gestão e Valoração do Trabalho Voluntário, reconhecendo formalmente as horas doadas por seus associados como expressão concreta de impacto social, conhecimento aplicado e compromisso coletivo.
Essa decisão dialoga com práticas contemporâneas de governança e com marcos legais e contábeis, mas, sobretudo, traduz em números aquilo que sempre esteve no centro da nossa missão: estar a serviço da sociedade.
Esse movimento institucional se conecta a uma agenda global da Nova Economia já é ativo nas empresas. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que cerca de 1 bilhão de pessoas atuam como voluntárias em todo o mundo, sendo a maior parte desse trabalho realizado de forma informal, diretamente nas comunidades. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP)mostra em um dos seus estudos que tecnologias digitais podem beneficiar diretamente cerca de 70% das 169 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Penso que articular conhecimento técnico, participação social e ação local é intrínseco ao exercício da profissão e traz retorno aos negócios. Um estudo apoiado pelas Nações Unidas mostra que programas de voluntariado corporativo podem aumentar o engajamento dos funcionários em até 16%, demonstrando que essa prática fortalece o compromisso e a conexão dos colaboradores. E os consumidores preferem empresas que assumem responsabilidade social. De acordo com a Cone Communications, 89% dos clientes mudariam ativamente para marcas socialmente engajadas, o que confere às empresas com um programa ativo de voluntariado corporativo uma vantagem significativa no mercado.
Nesse contexto, a experiência da SME mostra que cada hora voluntária importa. Cada reunião técnica, parecer, evento, formação, projeto ou ação solidária realizada em 2025 reforçou a engenharia como instrumento de desenvolvimento humano, inclusão e cidadania. O voluntariado é o elo que conecta a técnica ao território, o saber ao servir, o planejamento à vida real das pessoas.
Creio na conexão com aos associados — o coração pulsante da SME — que, com dedicação e cooperação, mantêm viva uma entidade quase centenária. Reconhecimento a uma história construída coletivamente, hora a hora, com competência, generosidade e propósito.
Olhando para 2026, vejo que a SME renova seu compromisso de contribuir de forma ainda mais estratégica para os desafios contemporâneos: mobilidade urbana, sustentabilidade, inovação, adaptação climática e desenvolvimento social. Seguiremos alinhados às agendas globais, mas enraizados nas necessidades de Minas Gerais, colocando a engenharia onde ela sempre deve estar: no centro das soluções.
Nesse sentido, proponho que nós, associados, façamos o exercício enxergar o voluntariado técnico transformador como horas investidas — e não doadas — em um ativo imaterial, patrimônio humano e força transformadora da nossa profissão pode nos ajudar a priorizar essa ação. Além do impacto social, esse engajamento gera ganho reputacional, fortalecimento institucional e potencial reflexo positivo no faturamento, reforçando o valor estratégico do voluntariado para a engenharia e para os negócios. Sigamos juntos!