Brasil e Portugal estreitam relações para enfrentar eventos climáticos

Compartilhar conhecimento e capacitar pessoas para a construção de um futuro promissor, com desenvolvimento sustentável. Foi com esse convite que o presidente do Confea, Vinicius Marchese, abriu no dia 15 de maio o 5º Congresso de Engenharia de Língua Portuguesa (Celp). Neste ano, o evento teve como o tema “Engenharia e Ações Climáticas: soluções para um futuro sustentável”.

De acordo com o anfitrião, os objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, ainda estão distantes da realidade do país e do dia a dia dos profissionais. “Então, devemos aproveitar esse momento para adaptar o conhecimento do que está sendo bem-sucedido no mundo inteiro para as suas realidades”, completou Marchese, que preside o Conselho Internacional de Engenheiros de Língua Portuguesa (Cielp)

Para Marchese, o país precisa aumentar a participação dos profissionais da Engenharia em âmbito mundial. “Precisamos, juntos, trazer ferramentas para compartilhar o que está acontecendo, principalmente nesses países onde temos uma língua em comum. Tentar trazer isso para que os profissionais construam, nos municípios, soluções que sejam de acordo com as boas práticas”.

A presidente da SME, Virgínia Campos, acompanhou in loco o congresso no Crea-SP. Ela corrobora com a visão de Marchese e reforça que eventos internacionais aproximam profissionais, instituições e governos, abrindo espaço para parcerias valiosas. “O intercâmbio de conhecimento entre os países é uma ferramenta essencial diante das mudanças climáticas, um tema que afeta o mundo todo. Cada nação enfrenta desafios diferentes e desenvolve soluções próprias, e ao compartilhar essas experiências, todos ganham — poupam tempo, recursos e fortalecem sua presença nas discussões globais sobre o clima”, avalia Virgínia.

A abertura do evento contou com a participação em vídeo do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do secretário executivo do ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, João Paulo Capobianco. Em sua mensagem, Alckmin alertou que eventos extremos estão cada vez mais frequentes e citou secas históricas na Amazônia, enchentes no Rio Grande do Sul e incêndios no Pantanal. “Engenheiros e engenheiros agrônomos têm muito a contribuir com ideias e ações em áreas como infraestrutura urbana, energia, saneamento e tantas outras”, disse Alckmin.

O bastonário da Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP), Fernando Santos ressaltou em sua palestra que o país tem boa presença de engenheiros, especialmente em empresas de consultoria de engenharia civil. “Estimo presença de 10% de engenheiros brasileiros nesses quadros. Essa relação tem contribuído para o cumprimento de desafios que Portugal tem pela frente”, afirmou Santos.

Acordo

O membro do Sistema Confea/Crea reconhecido e admitido pela Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) pode solicitar a outorga de título de engenheiro sênior no país lusitano. Para isso, o profissional precisa estar inscrito há pelo menos dez anos no Crea, e registrado na OEP há dois, exercendo a atividade e residindo em Portugal há dois.

O benefício foi alcançado através de aditivo ao Termo de Reciprocidade Brasil X Portugal, assinado no dia 19 de fevereiro deste ano pelo presidente do Confea, Vinicius Marchese, e o bastonário da OEP Fernando de Almeida Santos. 500 mil brasileiros vivem em Portugal.

A newsletter da SME noticiou avanços nesse acordo em 1º de março deste ano

 

https://sme.org.br/profissionais-brasileiros-poderao-ser-engenheiros-em-portugal/?utm_campaign=news_01032025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

 

 

 

Artigos Relacionados