Compromisso pela valorização da engenharia

Virgínia Campos na abertura do evento 

A SME realizou, em parceria com a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), e apoio do Crea MG e Mútua, o Encontro Regional ABENGE de Educação em Engenharia – Região Sudeste. O evento, no dia 24 de junho, consagrou a parceria entre as instituições e trouxe à sede da entidade, em Belo Horizonte, importantes nomes da docência. “Um acordo que vai além da assinatura: é um compromisso mútuo pela valorização da engenharia, com a memória do nosso campo profissional, com a formação de engenheiros e engenheiras capazes de atuar com responsabilidade técnica, social e ética’, disse a presidente Virgínia Campos, em seu discurso de abertura.

O ERENGE reuniu coordenadores de curso, professores e profissionais interessados na construção de currículos alinhados às demandas do mercado.  Entre os temas, especialistas apresentaram dados e ideias sobre currículos acadêmicos, extensão universitária, formação docente, metodologias de ensino e aprendizagem.

Foi também um encontro preparatório para o 53º Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia e o VIII Simpósio Internacional, que acontecerão em setembro, em Campinas. “E é justamente por isso que esse momento regional ganha tanta importância: assim nascem ideias, inquietações e propostas que poderão repercutir nacionalmente”, sinalizou Virgínia.

Adriana Tonini, presidente da Abenge 

Valorização profissional

A agenda educacional é fundamental diante da demanda por mão de obra qualificada. Para a presidente da ABENGE, Adriana Tonini, a formação de mais e melhores engenheiros passa pela valorização da qualidade dos cursos e do corpo docente nas instituições de ensino. No evento, Adriana citou debates importantes, como a elaboração das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em engenharia, publicadas em 2019. “A modernização dos currículos é fundamental para atrair jovens para as engenharias, além de garantir que estejamos alinhados com um mercado globalizado e as novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, que evoluem a passos largos”, afirmou.

Adriana reforçou que não é mais aceitável o uso de currículos engessados e conteudistas, que não conectam o saber ao fazer. Para a professora associada na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) alunos exigem essa articulação. Docentes convivem com a evasão nos cursos, decorrente da queda no interesse dos jovens pela área. “Por isso a importância de articulações como essa, o debate entre especialistas sobre currículos, projetos pedagógicos inovadores e avaliação de cursos”, afirmou.

Álvaro Goulart, vice-presidente do Crea-MG 

Presente no evento, o vice-presidente do Crea-MG Álvaro Goulart lembrou que a engenharia tem papel estratégico para o avanço do país. Para ele, a transformação no ensino deve vir acompanhada de metodologias mais dinâmicas e valorização do corpo docente. “A qualidade dos cursos depende do diálogo entre as instituições de ensino, os conselhos e a sociedade. Esse é o caminho para formar profissionais preparados para atuar de forma inovadora e contribuir com soluções para os desafios do Brasil”, afirmou Goulart.

 

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