Dia Mundial da Educação Ambiental: conhecimento que constrói o futuro

O Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado em 26 de janeiro, reforça a importância do conhecimento como base para um modelo de desenvolvimento econômico e social mais equilibrado, justo e sustentável.

Em um cenário de mudanças climáticas, pressão sobre os recursos naturais e crescimento urbano acelerado, a educação ambiental deixa de ser apenas um tema ambiental e passa a ser uma ferramenta estratégica para a formação de cidadãos e profissionais capazes de tomar decisões mais conscientes e responsáveis.

Nesse sentido, a engenharia tem função promotora de conhecimento, facilitação ética  e colaboração nas medidas regulatórias. Estudos demonstram que empresas que investem em cultura organizacional e treinamento ambiental conseguem reduzir emissões e desperdícios de forma mensurável. 

De acordo com a pesquisa publicada no Journal of Business Ethics, da editora Springer,  o fortalecimento da cultura corporativa voltada à sustentabilidade pode reduzir a liberação de produtos químicos tóxicos em cerca de 3,85%, o que representa aproximadamente 44.500 libras a menos de substâncias nocivas lançadas ao meio ambiente por empresa ao ano. O estudo analisou milhares de empresas ao longo de mais de uma década e evidenciou a relação direta entre educação ambiental, práticas corporativas responsáveis e melhor desempenho ambiental.

Além disso, treinamentos e programas de educação ambiental melhoram a competitividade e o desempenho organizacional, influenciando positivamente tanto as operações quanto a percepção do mercado sobre a empresa .

Por isso, profissionais da engenharia que projetam cidades, infraestruturas, tecnologias e sistemas que impactam diretamente a vida das pessoas e o meio ambiente devem ser agentes de fomento da educação ambiental nas corporações e sociedade. É o que defende Dani Pedroza, engenheira especialista em sustentabilidade e membro da Sociedade Mineira de Engenharia (SME):

“Engenharia e educação ambiental caminham juntas: quanto maior o nível de conhecimento ambiental dos profissionais, maior a capacidade de antecipar riscos, reduzir impactos, otimizar recursos e desenvolver soluções resilientes e inovadoras. Isso se traduz em projetos mais eficientes, éticos e verdadeiramente sustentáveis”.

Pedroza reforça que a integração da educação ambiental nos processos de engenharia gera impactos concretos — desde a redução de custos por menor consumo de energia e materiais, até aumento da eficiência operacional, engajamento de equipes e melhor posicionamento competitivo no mercado.

Empresas que adotam programas formais de educação ambiental e cultura de sustentabilidade conseguem melhorar seu desempenho ambiental e reduzir emissões e desperdícios de forma estatisticamente, como o exemplo da Natura, exemplifica Dani Pedroza.

Para ela, a empresa é hoje referência internacional ao tratar a educação ambiental não como ação acessória, mas como ativo estratégico integrado ao modelo de negócios, à governança e à geração de valor econômico, social e ambiental.

A especialista conta que, desde sua origem, a Natura incorporou a sustentabilidade como eixo estruturante, promovendo processos contínuos de aprendizagem ambiental entre colaboradores, fornecedores, comunidades tradicionais, consultoras e consumidores. Essa abordagem transforma a educação ambiental em ferramenta de inovação, competitividade e longevidade empresarial. A empresa também fortalece o relacionamento com comunidades da sociobiodiversidade, investe em capacitação produtiva, manejo sustentável, agroecologia e associativismo conectando conservação ambiental, geração de renda e valorização de saberes locais. 

“A Natura e demais empresas que incorporam a educação ambiental à sua estratégia lucram mais e fortalecem sua reputação. Ao usar métricas de impacto, gestão do ciclo de vida, metas climáticas e economia circular como ferramentas de aprendizado, formam lideranças orientadas por impacto. Isso qualifica decisões, influencia hábitos de consumo e consolida uma cultura de responsabilidade socioambiental. Na nova economia, educar para a sustentabilidade não é custo, é ativo estratégico e motor de desenvolvimento regenerativo”,

afirma a especialista.

Educar e transformar agora

Dani Pedroza defende, ainda, que investir em educação ambiental é priorizar mais eficiência, ética profissional e sustentabilidade de longo prazo. Esse investimento se reflete não apenas em resultados ambientais, mas em vantagem competitiva, engajamento de colaboradores e maior resiliência organizacional frente aos desafios do século XXI.

O conhecimento ambiental capacita profissionais, educadores, gestores e estudantes a construir soluções que promovam qualidade de vida, justiça social e equilíbrio ecológico — princípios fundamentais para uma sociedade mais justa e sustentável.

Vamos começar agora? Procure uma das Comissões Técnicas da SME e descubra como levar a educação ambiental para o seu negócio. O tema é transversal e integra, de forma permanente, as discussões e iniciativas desenvolvidas em nossas Comissões. .

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