A Comissão Tecnica de Recursos Hídricos e Saneamento da SME irá realizar, no dia 12 de março, a primeira reunião de trabalho para o estabelecimento de estratégias à implementação da Plataforma Observatório ATUAção.
O Observatório ATUAção nasceu no âmbito do programa Engenharia Solidária, da SME, com o objetivo macro de capacitar os munícipes, em especial as lideranças públicas, na prevenção e na mitigação dos impactos advindos dos eventos hidrológicos adversos, notadamente as chuvas extremas e as cheias consequentes.
Apenas em 2025, o número de cidade em situação de emergência chegou a 140 em Minas Gerais. A maioria dos registros na lista da Defesa Civil do estado está relacionada a chuvas intensas, inundação e deslizamento de solo. “Pretende-se com essa plataforma criar um espaço virtual para divulgação de informações de interesse para prevenção e mitigação dos efeitos das cheias e inundações nas cidades”, explica Patrícia Boson, coordenadora do CT.
Eles são avisados previamente, via “mensagens e alertas”, sobre todas as informações inerentes ao status da operação do reservatório/barragem. “A plataforma irá informar, capacitar e indicar as melhores práticas para que os munícipes e respectivas lideranças sociais, empresariais e dos poderes executivo e legislativo estejam preparados e com acesso às mais modernas ferramentas do conhecimento, além de técnicas e de gestão apropriadas para lidar com os eventos hidrológicos adversos, cada vez mais frequentes, e seus respectivos impactos”, reforça a coordenadora da CT de Recursos Hídricos e Saneamento da SME.
Trata-se de uma plataforma que tem como objetivo ampliar e capacitar as populações na utilização de ferramentas de gestão de riscos, em especial a PROX. Essa plataforma foi desenvolvida pela CEMIG para estreitar o relacionamento com a comunidade com informações acerca da variação dos níveis e vazões dos rios e reservatórios das usinas hidrelétricas, objetivando o delineamento de ações integradas

Patrícia Boson lidera os trabalhos na CT de Recursos Hídricos
Parceiros
As agendas na SME contarão com representantes das instituições parceiras e terão como ênfase o fortalecimento das parcerias de execução, com atenção especial para os operadores e utilizadores da plataforma PROX de gerenciamento de riscos associados aos eventos hidrometeorológicos extremos. “Notadamente técnicos da CEMIG, que são membros da Comissão da SME, assim como os técnicos do Serviço Geológico do Brasil. Ainda em destaque nessa construção estão os parceiros do IBRAM, que há tempos adota e apoia o uso e desenvolvimento do PROX e representantes do público-alvo do projeto, a Associação Mineira de Municípios”, reforça Patrícia.
Para a concretização dessa proposta será discutido o desenvolvimento de um projeto piloto em município previamente selecionado. Com ele, além de desenvolver e calibrar espaço virtual adequado, será possível formatar todas as etapas necessárias para implantação e operação do Observatório, de modo que possa ser replicado em todos os demais municípios que sofrem riscos dos efeitos das chuvas intensas. Em um processo evolutivo, incluindo formalização de novas parcerias, o aplicativo PROX também tem um perfil específico para a Defesa Civil e mantém um contato permanente com os coordenadores desses órgãos nos municípios.