A presidente da SME, Virgínia Campos, assinou no dia 6 de outubro Carta de Intenção com a Defesa Civil do Estado a fim de capacitar municípios à prevenção e preparação diante de eventos hidrológicos extremos em Minas Gerais.
Diz o documento: “Esta Carta registra o alinhamento institucional e a intenção de colaboração técnica e interinstitucional entre as partes, para apoiar e viabilizar a ações, pertinentes à iniciativa do AtuAção, com foco na troca e disponibilização de informações técnicas e capacitação para a gestão de riscos hidrológicos e geológicos, capacitação comunitária e integração de sistemas de monitoramento, alerta e alinhamento com as atividades públicas de drenagem, gestão e controle de cheias, especialmente para atender demandas municipais”
Pelo Executivo Estadual, o documento foi assinado pelo Chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual da Defesa Civil, Coronel Paulo Bermudes Rezende. Romeu Zema acompanhou a cerimônia no auditório JK, na Cidade Administrativa, parte da programação de lançamento do Plano Estadual de Enfrentamento ao Período Chuvoso 2025-2031, que estabelece diretrizes para fortalecer a articulação entre Estado e municípios, aprimorar a governança e integrar ações de prevenção e resposta a desastres em Minas Gerais.
O termo é um avanço importante à cooperação técnica e institucional entre o Observatório ATUAção e a Defesa Civil Estadual para a mitigação e prevenção dos impactos relacionados às cheias. “A carta formaliza o que, em verdade, é a missão da SME: colocar toda a expertise das engenharias a serviço da sociedade. No caso, o conhecimento e a prática na arte de engenhar soluções para a gestão das águas pluviais”, disse Virgínia.

Contribuição da SME
O Observatório AtuAção foi idealizado pela Comissão Técnica de Recursos Hídricos e Saneamento da SME, como resposta da engenharia para situações de calamidade decorrentes de eventos hidrológicos adversos, que se repetem todo ano, e conta com as importantes parcerias da AMM, CEMIG, Serviço Geológico do Brasil e do IBRAM.
O programa reúne diversos órgãos públicos e a sociedade civil para coordenar e potencializar ações que reduzam vulnerabilidades e fortaleçam a resiliência das cidades, com foco especial em áreas mais suscetíveis a inundações, deslizamentos e eventos climáticos extremos, de modo e garantir a proteção da população, de infraestruturas críticas e das economias locais.

Palestra
A coordenadora da Comissão Técnica de Recursos Hídricos e Saneamento da SME, Patrícia Boson, foi uma das convidadas do evento e apresentou a palestra Águas urbanas e áreas de risco: estratégias de drenagem e contenção para reduzir impactos das chuvas. Para a especialista, a estratégia é única: a gestão das águas pluviais com a disseminação do conhecimento técnico e científico.
Em sua fala, Patrícia reconheceu que, embora incipiente, o esforço pelo envolvimento das prefeituras mineiras à preparação e planejamento de ações que visem garantir mais segurança para a população durante o período de chuvas.
E reforçou que a Defesa Civil, com apoio das engenharias, não quer se limitar à grandiosa e sempre reconhecida operação de resgate e reparação. “A Defesa Civil quer mais, quer se doar e atuar preventivamente. E fará isso partir de diagnósticos sobre a erosão, a capacidade de absorção dos solos, de transbordamentos dos rios, planejamento e análises de riscos, além de sistemas de alertas mais precisos, aproveitando dos avanços tecnológicos, incluindo o uso da inteligência artificial”, reforçou Patrícia.
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