SME celebra os 95 anos com calendário de eventos e debates

As celebrações começam no dia 04 de fevereiro e se encerram na entrega da Medalha Engenheiro do Ano – 2026.  A Programação está alinhadas aos eixos estratégicos da instituição.

No dia 4 de fevereiro, a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), Organização da Sociedade Civil (Osc), celebra 95 anos de uma história de contribuições para o desenvolvimento social e econômico em Minas Gerais e Brasil. 

Fundada em 1931, a SME nasceu de um gesto coletivo ousado: o de engenheiras e engenheiros que decidiram colocar o conhecimento técnico a serviço do interesse dos mineiros, acreditando que o desenvolvimento só faz sentido quando promove dignidade, cidadania e futuro, respaldado pela arte de engenhar soluções. Nestas nove décadas e meia, a SME se afirmou como uma entidade do Terceiro Setor inovadora e comprometida, em que a técnica encontra os valores e a engenharia encontra o humano.

Com a missão de facilitar as entregas das diversas engenharias para a sociedade, a SME esteve presente nos momentos em que o país precisou pensar caminhos. Contribuiu para a consolidação da profissão, dialogou com o planejamento urbano e territorial, fomentou a educação continuada, a cultura e a ciência, criou espaços de reflexão crítica, reconheceu trajetórias exemplares e construiu pontes entre a engenharia e a sociedade. Sempre com independência, credibilidade e espírito público. 

Para Virgínia Campos, presidente da SME, o legado da instituição se renova a cada desafio, pois reside no impacto positivo aos negócios e às vidas das pessoas pela engenharia:

“A história foi feita de consciência institucional, sempre, uma postura proativa, preventiva e estratégica. Essa trajetória, construída por gerações de associadas e associados voluntários que doaram tempo, inteligência, experiência e sensibilidade, foi primordial para que a SME permanecesse viva, relevante e necessária. Quase um século depois de sua criação, estou ainda mais certa que o voluntariado técnico transformador é o fio invisível que costura passado e futuro, saber técnico e o bem comum, engenharia e transformação” 

Virgínia reforça, ainda, que o calendário de 2026 representa o primeiro exercício prático de alinhamento da atuação da SME às diretrizes de Planejamento Estratégico que fundamentam a proposta de modernização do Estatuto Social, cuja apreciação e deliberação pela Assembleia Geral estão previstas para abril de 2026. 

De caráter dinâmico e não definitivo, a programação ultrapassa a lógica de uma agenda anual e afirma-se como o marco inicial de uma nova orientação institucional, baseada em planejamento, governança estratégica, tendo a educação como eixo transversal (educação continuada, educação ambiental, educação científica, formação de lideranças, educação cidadã e institucional). 

Complementarmente, a realização de uma avaliação contínua de resultados, antecipando, no plano da prática administrativa e programática, os princípios que se pretende consolidar formalmente com a aprovação do novo Estatuto Social. 

Nesse contexto, a SME convida seus associados a participarem ativamente dessa construção, por meio de sugestões, comentários, proposições, elaboração de matérias e artigos, e, dessa forma, fortalecer a interação associativa, o alinhamento de pensamento institucional e o desenvolvimento coletivo de uma visão estratégica compartilhada para o futuro da entidade.

O Calendário de Atividades 2026, com eventos estruturantes (sustentam o ciclo de 5 anos), programáticos (operacionalizam agendas prioritárias) e simbólicos (posicionam valores e identidade) está organizado em seis eixos estratégicos :

(i) Educação, conhecimento e formação continuada: educação profissional, científica, ambiental, cidadã e institucional.

(ii) Governança, sustentabilidade institucional e fortalecimento do terceiro setor: modernização estatutária, governança, compliance, transparência e sustentabilidade financeira e organizacional.

(iii) Valorização das engenharias e seus profissionais, de ensino superior e médio: reconhecimento, identidade profissional, planos de carreiras, especialmente na esfera pública, atraentes, cultura da engenharia e legado institucional.

(iv) Engenharia, políticas públicas, segurança hídrica e desenvolvimento sustentável: atuação técnica qualificada em temas estruturantes do desenvolvimento (saneamento, cidades, clima, riscos).

(v) Diversidade, juventude e formação de lideranças públicas e privadas: equidade de gênero, renovação geracional, atuação em rede e liderança cívica.

(vi) Articulação institucional, atuação em rede e advocacy qualificado: parcerias, gestão compartilhada, cooperação interinstitucional, influência qualificada no debate público.

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