SME reforça em evento internacional o apoio às mulheres STEM

A presidente da SME, Virgínia Campos, acompanhou em São Paulo o STEM Women Congress Brasil 2025, realizado no dia 15 de maio. O evento integra a agenda internacional do Global STEM Women e tem como missão ampliar a representatividade feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A presença da SME no evento reafirma o alinhamento a entidade com a agenda inclusiva e do Prêmio Maura Menin com a promoção da equidade de gênero nas áreas STEM. “Que as gerações atuais, que romperam barreiras e conquistaram espaços importantes na sociedade, saibam como transmitir esse legado. Que compreendam e ensinem o valor do esforço necessário para garantir direitos que hoje nos parecem assegurados — mas que foram duramente conquistados. Porque não voltaremos atrás. Porque um mundo verdadeiramente melhor é aquele em que cada pessoa pode ser, livremente, quem é e quem deseja ser.”, disse Virgínia em um manifesto oficial, divulgado no congresso.  

O evento, no Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, foi aberto por Ana Carolina Cardoso, presidente do STEM Women Congress Brasil. Para ela, é preciso estimular a diversidade, a criatividade e a inovação entre jovens. Por isso, é necessário melhor integração entre governos, empresas, entidades e lideranças femininas. “As mulheres representam 65% do público nas universidades, mas são apenas 25% em cursos tecnológicos. Precisamos inseri-las nesse universo, porque as oportunidades e os empregos do futuro estarão em áreas que envolvem Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática”, disse Ana.

Outra abordagem ganhou destaque na abertura: a inclusão em STEM é uma questão econômica. Se as mulheres representam mais de 50% da população, a ausência desse público nessas áreas representa lacunas em cadeia de produção, com desdobramentos negativos na economia.

Intencionalidade

O congresso contou com palestrante renomados, como Eva Díaz, CEO e fundadora do STEM Women Congress, Isabelle Christina dos Santos Silva, oficial de Educação no UNICEF Brasil, Kelly Baptista e Tânia Cosentino, vice-presidente de Segurança Cibernética na Microsoft e membro do Conselho LATAM. “Há quinze anos, quando ampliei aqui o debate sobre a diversidade, levávamos muitos tempo para explicar o impacto dessa inclusão nos negócios. Hoje, esse esforço não é tão grande, especialmente em grandes corporações. Mas os números ainda são limitados. Precisamos, então, trabalhar o que chamo de intencionalidade, ou seja: deliberação, propósito.”, explicou Tânia.  

Para a especialista, é preciso um esforço maior para que os grupo sub-representados se tornem visíveis. E isso só é possivel através de capacitações nas áreas de tecnologia. Desde a pandemia, a Microsoft desenvolve um programa nessa área, em parceria com o governo federal e o governo de São Paulo. “Já formamos mais de 3 millhões de pessoas, com recortes em públicos específicos, como mulhares pretas. Então, é preciso intencionalidade para chamar esse público que está sendo invisibilizado e que, por conta disso, não se reconhece nesses espaços”, alerta Tânia, ex-presidente da Microsoft Brasil.

Diálogo com as meninas

Virgínia fez uma imersão na agenda paulista, a partir de contatos com jovens lideranças femininas. Entre elas, Maria Larissa Pereira Paiva. Com 19 anos, ela integra a lista da Forbes Under 30, na categoria Ciência e Educação. A lista, publicada pela revista Forbes, destaca jovens empreendedores, inovadores e líderes de destaque com menos de 30 anos de idade. A cearense é embaixadora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e reconhecida como uma astronauta análoga, termo usado para se referir a pessoas que realizam simulações de missões espaciais sem sair da Terra. “Esse reconhecimento prova que sonhar grande e trabalhar duro transforma realidades”, disse a jovem na palestra em São Paulo.  

A presidente da SME também conversou com Camila Maciel, autora do livro As descobertas de Carol no mundo da engenharia. Primeira engenheira em todas as gerações da família, ela é graduada e mestre em Engenharia Elétrica. Com mais de treze anos de carreira no setor de transmissão de energia, trabalhou em grandes multinacionais e, atualmente, é professora de pós-graduação na FGV. Camila é criadora do “elas de botina”, uma conta no Instagram que tem o propósito de ser ponte entre mulheres através de histórias. “Entre letras e números, eu escolhi os dois, já que uma engenheira também pode ser escritora. Eu sempre lembro em minhas palestras: uma engenheira nasce em um lar que apoia as escolhas de uma menina”.

Virgínia volta de São Paulo inspirada e confiante do caminho certeiro de uma pauta que é de todos. “Varias palestras ressaltaram a necessidade de interagir com meninas ainda na infância para mudar a realidade da pouca participação de mulheres nas profissões em STEM. Vamos seguir essa trilha, mantendo eventos e ações na SME”, projetou Virgínia.  

 

 

 

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