Saneamento básico, mobilidade urbana e infraestrutura pública determinam como as pessoas vivem
A engenharia está presente em praticamente todas as atividades do cotidiano. É ela que garante que as cidades funcionem de forma segura e sustentável. Da água que chega às residências ao transporte público, das vias de acesso às escolas e hospitais, a qualidade da infraestrutura influencia na saúde, na economia, na produtividade e na qualidade de vida da população.
São os engenheiros sanitaristas que projetam as redes de coleta, as estações de tratamento e os sistemas de distribuição de água que evitam a contaminação. Quando esse sistema falha ou não existe, o resultado aparece nas internações hospitalares. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil e da EX Ante Consultoria, publicado em abril de 2026, a universalização do saneamento em Minas Gerais pode gerar R$ 70 bilhões em benefícios sociais, econômicos e ambientais, sendo R$ 1,744 bilhão apenas em redução de custos na saúde entre 2025 e 2040. Ou seja, onde há esgoto tratado, diminuem as internações por doenças de veiculação hídrica e a pressão sobre o sistema público de saúde.
Na mobilidade urbana, a engenharia civil e de transportes planejam sistemas que tornam os deslocamentos mais seguros e rápidos. O traçado de uma via, a implantação de um corredor exclusivo, a localização de um terminal ou a capacidade de uma linha de ônibus são decisões técnicas que influenciam diariamente a produtividade da população. Dados do TomTom Traffic Index 2025 mostram que motoristas em Belo Horizonte perderam, em média, 130 horas no trânsito durante os horários de pico, afetando a economia e o bem-estar das pessoas.
Obras públicas eficientes também fazem parte desse ciclo. Em novembro de 2025, o DER-MG lançou o Sicor-MG, sistema de custos referenciais desenvolvido em parceria com a FGV que adapta parâmetros federais à realidade de Minas Gerais. Com memória de cálculo aberta e produtividades verificadas em campo, o sistema reduz distorções nas contratações e aumenta a previsibilidade das entregas, o que significa menos obras paralisadas e mais infraestrutura chegando à população.
Saneamento, mobilidade e infraestrutura podem parecer áreas distintas, mas todas têm a engenharia como elemento comum. É ela que promove desenvolvimento econômico, inclusão social e qualidade de vida. A Sociedade Mineira de Engenharia há décadas reúne especialistas, fomenta o debate técnico e contribui para que decisões públicas e privadas sejam cada vez mais baseadas em compromisso com o desenvolvimento de Minas Gerais.